terça-feira

Farta de pensar no futuro e nos outros estou eu, de me perguntar "será que os outros se vão incomodar?" em vez de me dizer "faz porque isso é o que deves fazer", a cabeça de ser humano para ser humano pode variar e as opiniões também, só que aquilo que vou formando de mim, aquilo que considero ser personalidade vai-se acentuando agora na minha viagem com a vida, no meu grande encontro com a crueldade e a verdade fria e implacável, na minha grande felicidade destruída. Na verdade um coração pode estar bonito durante o dia mas á noite parece que o caso se inverte. A lua cheia é como um aspirador de coragem sobre o mundo, e o barulho calmo da noite é como um condutor de pensamentos frios.
Mas hoje, só por um mero acaso apeteceu-me ser livre, "como uma andorinha" e desejei nunca mais regressar á velha gaiola já enferrujada e mal tratada... é incrédulo, como é que um ser humano ás vezes não quer ver a realidade? Em vez de se libertar, insiste em permanecer preso á velha gaiola mais que degradada e fria, mas no entanto há um certo calor que permanece em nós e que não nos deixa sair e que até nos leva a pensar que estar preso áquilo que nos sustentou durante alguns meses é o melhor. Porque é que o ser humano é tão burro ao ponto de gostar de sofrer dentro da própria gaiola? Porque é que a paixão é cega ao ponto de nos corroer toda a sensatez por nós próprios?
Hoje o vento bateu-me á porta e fez-me voar, sentir cada brisa, cada momento, hoje adorei ser livre (mais um dia) e adorei não voltar á gaiola... A gaiola que me mete medo, não a quero ver, não me quero cruzar com ela, não me quero de novo dentro dela.

- por vezes, apagas todos os vagabundos e demoníacos seres estranhos que andam cá dentro.

2 comentários:

Patrícia Costa disse...

transpira a ti mesma este blog**

Denise disse...

Escreves mesmo bem Daniela .)