segunda-feira

Questão dos problemáticos 15 anos.


E chamam-lhes de problemas de adolescência. Zangas e enormes desconcordâncias com o pai e a mãe. Quando falo com um alguém mais velho dizem com toda a certeza e uma naturalidade de impressionar: "É a idade da parvalheira." Não sei. Parece-me que esta coisa da adolescência é um sítio como no infantário. Onde aprendo os grandes passos para a minha vida. Ás vezes sinto-me com uma maturidade enorme, outras vezes sinto-me a rapariga mais infantil do mundo. Choro porque o meu pai me resmunga de uma forma bruta, mas não choro quando me traem. Só consigo encontrar uma explicação. Choro por quem me faz realmente bem, e para quem me trai, para quem me despreza e tenta que os meus dias sejam um Inferno, eu limito-me a usar o desprezo. O meu grande casaco de desprezo. Já passei tanto, já chorei tanto, já desiludi o meu coração com tanto. Mas com o meu pai, choro e muito. Com a minha mãe também. A voz autoritária e fria. Os olhos do outro meu pai, frio e mau. A irritação, o descontrolo, a guerra da palavra. Exalto-me. Levanto-lhe a voz, faço tudo por conseguir o que quero. Digo-lhe que é um insensivel, um injusto, um mau. E afinal de tudo, onde está a menina do papá? Que antigamente chorava apenas pelos de fora, mas que agora só o faz pelos pais? Isto é mesmo esquesito. Eles irritam-me profundamente mas quando sonho que a minha mãe ou o meu pai morrer acordo com o coração tão preso, tão gelado. Uma dor com medo de sentir aquela dor. É tão frustrante, nem quero pensar se isso acontece mesmo! Eles magoam-me, fazem-me chorar, revoltam-mee consomem-me a cabeça. Proibem-me de sair á noite ás vezes e eu odeio que me façam isto! Ás vezes, odeio-os tanto. Mas pronto, eu sei que isto é apenas uma fase onde eles estão a tentar-me proteger de muita coisa e que se calhar até estão a conseguir (ou não). Eu vou tentar sobreviver a isto tudo, até porque "só" faltamcerca de quatro meses e meio. E tenho bastante que fazer até lá. Enfim, ditaram-me as leis assim e enfim, tenho que as cumprir. É o regime dos meus pais. E se hoje, me agrada o que sou, é pela boa educação que eles me deram. E se eles estão a fazer isto, por mais imcompreensivel que seja aos meus olhos, vou acreditar que é mesmo para o meu bem. Não me apetece dizer mais nada.

2 comentários:

Cárina disse...

ò minha Daniii que texto *.*
<3

Galante disse...

Tu sabes o que eu acho sobre isso .
Nós nunca estamos bem com os nossos pais xD