sábado


Hoje quero estar viva e não conhecer o ódio. Sinto uma chama, um calor de verdade a conhecer o meu corpo e a minha alma. Agora tudo é evidente, a minha vida está virada ao contrário como se estivesse a fazer o pino, acho que só cheguei agora á idade dos porquês. Nunca é tarde para questionarmos se vale a pena, nunca é tarde viver e perceber a nossa rotina. Mil e uma noites a amar-te, a desejar-te, a louvar-te, a conhecer-te. Já lá vai algum tempo, há mais de um ano que o teu nome me corre nas veias e me fazes sonhar. Já lá vai algum tempo que amei pela primeira vez, já lá vai algum tempo que me beijaste pela primeira vez. Agora qualquer dia é passado ao teu lado, a ouvir a chuva e a amar-te como se me dessem o mundo para as mãos e eu louca, o amasse todos os dias sempre com a mesma intensidade. Há amores que rompem, que gastam, que se desleixam, que fogem, que partem.
Eu não deixo que isso aconteça, mesmo que esteja previsto acontecer. Encontrei-te sabe-se lá onde, tu sabes que não és de cá, nem deste mundo se quer, nem deste universo, é impossível. Ainda sonho como uma menina nos teus braços e perdoem-me mas sinto-me ingenuamente doce, aquecida por ti, pelos teus beijos e pelo teu sorriso lindo quando dizes que sou a tua deusa. Já nem se quer deveria acreditar que o mar é azul e é o melhor amigo do céu porque já nem tenho idade para isso e já deveria saber que o negro é um fantasma que nos assusta sem sabermos quando nem porquê mas sou incapaz de me abstrair disto, que vivo todos os dias. Amo o cheiro doce da tua pele e mexer-te no cabelo enquanto olhas para mim com cara de puto mimado, amo os teus olhos quando dizes que me amas, tens ouro dentro de ti, tens um sabor da lua, tu presencias o meu coração, todos os dias. E nunca será demais, dizer que te amo, amor meu. Dré :')

1 comentário:

Liliana Araújo disse...

Tu escreves mesmo bem rapariga :)
Tudo com tanto sentimento!