quarta-feira


Hoje sinto-me feliz. Ás vezes temos de repartir a felicidade com alguém. De que nos vale um sorriso sem ninguém ao lado ou um sorriso disfarçado? A vida está cheia de pontos de interrogação mas a vida continua... com muitos outros. Levo sempre as letras, -meu sustento, minha riqueza, meu ouro, minha prata, meu coração- ao auge da ciência vital. Percorro lírios, olho a Natureza sem mais, fixo um olhar simpático por tudo onde passo. Respiro agora todo o sentido da vida... O valor incalculável de uma palavra ou de uma lágrima. Daqueles que nos são presenciados poucas vezes na vida, mas que ficam... Choro, entre linhas, não desespero, por entre palavras e a rádio de sentimentos expande-se em forma de eco em meu cérebro e torna-se tudo bem perto, bem real. Desenrolo aqueles papéis por entre histórias e momentos e leio, cada vez mais, cada vez com mais emoção e deparo-me com a lua da minha alma, cheia. Cheia de feitiços e lumes, cheia de luzes e faíscas. Posso agora expirar o mundo e inspirar minha arte. Letras por sinal, letras de amor, letras que desenvolvem rostos e mentes. Bonecas. Trapos. Seda. Melancolia. Compaixão. A recordação nunca vem em vão. Se algum dia eu me tornar imortal, declaro as letras, a melhor arte do mundo.