sábado


Sinónimo da pobreza, boca calada sem liberdade, preto e branco como um destruidor de corações. Escuro, a porta ao fundo, como um limite inatingível. Ouve-se estrondo. Olho todos os lados, assalta-me memória e acalmo. A porta abre, vê-se o dia e as flores. Volto ao tempo das princesas e ouves majestosos violinos como alegrias dos mares, peixes. Corro e salto por entre vales, calcando os mais bonitos lírios. O meu cão é companheiro. Corre comigo, com a língua de fora, ao sabor da Primavera. Ouvimos a melodia do bater das folhas das árvores mais altas, enquanto as águas das lagoas correm. A Natureza é melodia.
Corremos outra vez e sentamo-nos numa pedra onde tudo é verde, onde felizes somos e ouvimos a Natureza mais perto que nunca.
Tu descansas, com a língua de fora, respirando forte e olhando para mim enquanto eu escrevo para o André, sentindo a saudade.

Sem comentários: